Novos tempos, novos rumos?

Novos tempos, novos rumos?

Há dias em que me mostro fraco

E a verdade é um vaso florido
Visto através de um vidro opaco
E estas rimas que me decifram
Com elas aprendi que não sou infeliz
As faço, instintivamente, a lápis,
E enquanto não me deito a lápide
No tempo que me cabe, as deixo ao acaso
Só para depois esquecer que as fiz.

Sinto meu corpo arder em brasa

Sinto também inconstâncias em minh'alma
Que venha então teu beijo qual ópio
Estancar o meu ódio
Expor a todos o que é óbvio
Pra trazer a desejada calma.

Questiono, oblitero, sou leviano?

Reformo tal Lutero minha casa e protesto
Eu sou um distorcido reflexo
Aprendi a não me servir de restos
Vida nova! Bom começo!
Não sou teu número, nunca fui!
Sim, este é meu jeito
E se não aceito teu carinho
Tampouco, da rosa o espinho,
Prendo-me, enquanto vais lendo
Vou sendo os diversos, versos
Que deixo, enquanto, caminho.


Fernandes Oliveira

2 comentários:

  1. Solange h. voigt.17 de abril de 2011 22:19

    Como pode haver tanta inspiração? Em que vc se baseia pra achar tantas palavras bonitas e bem colocadas como estas que acabei de ler(devorar)? Qual ou quem é sua fonte de inspiração? Já nasceu assim ou foi calmamente moldado?!!!

    ResponderExcluir
  2. Há muito lirismo em seus versos, poeta de divina arte.Bom caminhar entre teus versos...

    ResponderExcluir