Sozinha ali na escada



Sozinha ali na escada Eu te vi sozinha ali na escada E ao te observar de maneira lenta Tomei iniciativa um tanto ousada Imaginei que ao me aproximar Que ao seu lado daria lugar A este que sempre te cumprimenta E que de ti não espera senão nada Além de ter a minha boca a sua selada Revelar o sentimento que aqui nos trouxe Em vão diria a este que tenta Se igual vontade a sua não fosse E ao da divina musa se aparenta A fruta que do pé anseia ser roubada Este teu lábio que já imaginei ser doce E és dentre as mulheres a mais desejada. Poeta Fernandes Da série #AnseiosSecretos

Todo homem é meio mosquito




Vim falar poesia ao seu ouvido
fazer com que tudo faça sentido,
mas se sou misto de homem e mosquito
que aceite minha picada, enfim,
porém jamais desconfie de mim, 
pois sou deste jeito
paixão e desejo sem fim
Aplauso não preciso
se o desejo vence o siso
que a atração permita
a nós a perda do juízo
e nem pensemos em prejuízo
se em versos vulgares deslizo
e em diversos lugares
sou mais que isso
que você se perca comigo
sem saber onde é fim e início.

Hoje eu não farei uma poesia





Hoje eu não farei uma poesia
Dessas que se compartilha
E que o povo todo comenta
Mas não estou cansado desta mania
De escrever os versos em pilhas
E que a poucos são maravilhas
De forma que deles pouco se entenda
Se hoje me fizerem uma encomenda
Eu farei alguns se a mulher da renda
A namorar também me ensine
E não peço que me compreenda
E se eu deste modo te surpreenda
Eu quero que o que mais a estime
Seja executado em pública praça
Não por acharem que cometi crime
Mas por saber que muito que eu faça
É ao palco e não à imobilidade da vitrine

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Fernandes Oliveira

Sinopse: "São vãos os versos sãos?" será o meu segundo livro e terá como foco central a discussão do fazer poético na busca de uma resposta para o que sugere desde a capa, tratar não apenas sobre o questionamento de por que e para quem fazemos poesias, bem como, sobre a sanidade de quem as faz e quem as lê, sobretudo expor textos novos, ou recriar novas maneiras de apresentá-los.
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Eita! Que faz ilegítimo esforço


Eita! Que faz ilegítimo esforço
Quem aqui uma poesia busca
Que seja apenas de conforto

Não terei o dito perdão do viver torto
Que, então, seja de forma brusca
Se sou mais de versos de mal gosto

Porém ainda, sim, serei mais exposto
E se descer vagarosa pelo rosto
A lágrima que a conter foste imposto

Saiba que sou de me sentir absorto
E de modo vão de agosto a agosto
Pela sua crítica sou dado como morto

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Este jeito suave e faceiro



Este jeito suave e faceiro
De provocar os desejos
Inspira este reles vate
A versos de ousadia
E se no peito ainda bate
Por ti um sentimento
Que deixar não ousemos
Cair no esquecimento
Se não houver nada
Além que nos impeça
Aceite essa sútil cantada
E faça-me sincera promessa
E seja, ao menos, na poesia
A minha mais desejada
Musa por um dia

Meu olhar ao fitar o par


Meu olhar ao fitar o par
Deleita-se só de imaginar
Da boca e mãos ao alcance
E se aos mais vorazes dos enleios
Permitisse uma única chance
Me perderia em seus seios
E sem quaisquer receios
Que então a me instigar
Com este jeito de menina
Num só gesto me alucina
Com seu corpo de mulher
Você nunca sequer se limite,
Pois fazem não apenas seus lábios
Ao mais divino prazer
Além de mais te querer
De me saciar o convite

Fernandes Oliveira

Tempo


Eu a vi linda
E isto
Pareceu-me esquisito
Pois digo
Que pensei ter sido
Coisa de outro tempo
De um tempo
Há tempos ido
De um tempo
Que há tempos
Pelo próprio tempo
Foi esquecido.

Levados pelos instintos

Levados pelos instintos
Que nos saciemos por inteiro
E guiados pelo infinito satisfazer
De nossos mais íntimos desejos
Encontremos nos labirintos do prazer
Seus braços me envolvem
E quando você resolve
Falar baixinho ao meu ouvido
Excita-me com sua voz grave
E em uma deliciosa carícia suave
Tira de mim os sentidos
E me embriaga com seu cheiro
E a boca a querer seus beijos
Percorre seu corpo por inteiro
Seguem seus ávidos dedos
A descobrir meus segredos
E como sedenta fêmea no cio
Eu apenas me delicio
E me desnudo sem medo


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Essa sua boca avermelhada



Essa sua boca avermelhada,
em sonhos, tantos desejos me provoca
e você de inocente não tem nada
eu apenas te proponho,
que simplesmente nossos anseios
saciemos sem quaisquer receios
sem algo além pedir em troca